22 dezembro 2009

O natal está chegando...


Esse é meu Papai Noel punk!





Como esse post é de Natal, não posso deixar de colocar aqui a forma como o nosso bom velhinho é chamado em vários lugares do mundo:

Papai Noel Alemão:

Na Alemanha ele é chamado de Kriss Kringle, termo cuja tradução literal é Criança do Cristo.

Papai Noel Francês:

Na frança ele é chamado de Pere Noel.

Papai Noel Espanhol:


Nos países de língua espanhola o bom velhinho é geralmente chamado de Papa Noel.

Papai Noel Norte Americano:

Santa Claus é o nome dele nos Estados Unidos e no Canadá

Papai Noel Inglês

Father Christmas é o nome do bom velhinho em inglês, ele tem o casaco e barba mais longos.

Papai Noel Sueco:

Na Suécia Jultomten é o nome da famosa figura natalina.

Papai Noel Holandês:

Na Holanda, chama-se Kerstman.

Papai Noel Finlandês:

Na Finlândia, Joulupukki.

Papai Noel Russo:


Na Rússia, é chamado de Grandfather Frost ou Baboushka.

Papai Noel Italiano:

Na Itália, Belfana ou Babbo Natal.

Papai Noel Japonês:

Para os poucos cristãos do Japão ele é conhecido como Jizo.

Papai Noel Dinamarquês:

Na Dinamarca, chama-se Juliman.



E agora, se você vai viajar e precisa desejar feliz natal em outra línguas (ou se simplesmente é curioso) aí vai:

África: Rehus-Beal-Ledeats
Arábia: Idah Saidan Wa Sanah Jadidah
Argentina: Feliz Navidad
Armênia: Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
Brasil: Boas Festas e Feliz Ano Novo
Bulgária: Tchestita Koleda; Tchestito Rojdestvo Hristovo
Chile: Feliz Navidad
China: (Cantonese) Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun
Colômbia: Feliz Navidad y Próspero Año Nuevo
Croácia: Sretan Bozic
Holanda: Vrolijk Kerstfeest en een Gelukkig Nieuwjaar!
EUA, Inglaterra e países de lingual inglesa: Merry Christmas
França: Joyeux Noel
Grécia: Kala Christouyenna!
Hungria: Kellemes Karacsonyi unnepeket
Indonésia: Selamat Hari Natal
Iraque: Idah Saidan Wa Sanah Jadidah
Irlanda: Nollaig Shona Dhuit, or Nodlaig mhaith chugnat
Itália: Buone Feste Natalizie
Japão: Shinnen omedeto. Kurisumasu Omedeto
Coréia: Sung Tan Chuk Ha
Latim: Natale hilare et Annum Faustum!
Lituânia: Linksmu Kaledu
Macedônia: Sreken Bozhik
Noruega: God Jul, ou Gledelig Jul
Papua Nova Guiné: Bikpela hamamas blong dispela Krismas na Nupela yia i go long yu
Peru: Feliz Navidad y un Venturoso Año Nuevo
Filipinas: Maligayan Pasko!
Polônia: Wesolych Swiat Bozego Narodzenia ou Boze Narodzenie
Portugal: Feliz Natal
Romênia: Sarbatori vesele
Rússia: Pozdrevlyayu s prazdnikom Rozhdestva is Novim Godom
Sérvia: Hristos se rodi
Slovaquia: Sretan Bozic ou Vesele vianoce
Tailândia: Sawadee Pee Mai
Turquia: Noeliniz Ve Yeni Yiliniz Kutlu Olsun
Ucrânia: Srozhdestvom Kristovym
Vietnam: Chung Mung Giang Sinh
Yugoslavia: Cestitamo Bozic


Agora você já sabe como se fazer de chique: é só escolher o idioma e desejar um Feliz Natal!

Noeliniz Ve Yeni Yiliniz Kutlu Olsun

16 dezembro 2009

Leitura de férias!



Ganhei o livro que estava querendo muito ler. Aí ó, na foto!
Isso mesmo, o novo livro de Saramago, Caim!!

11 dezembro 2009

Preguiiiiiiiiiiiiça....



Acabadas as provas do g2 na Ulbra, ainda me resta o final do semestre na UAB...
No momento estou com preguiça de postar algo interessante...então...
logo que descansar um pouco a cabeça eu posto algo de fundamento!


02 dezembro 2009

Reforma ortográfica!




As novas regras ortográficas estão aí...e não vai demorar muito para sermos todos obrigados a seguí-las.

Algumas das novas regras retirei do site Ideal Dicas:


ALFABETO COM 26 LETRAS
O alfabeto incorpora as letras k, w e y, que serão usadas para escrever:
1) símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), w (watt);
2) palavras e nomes estrangeiros e seus derivados: show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, Kafka, kafkiano.
TREMA
O trema deixa de ser usado, a não ser em nomes próprios e derivados. Palavras como lingüiça, seqüestro, tranqüilo deixam de ter trema. No entanto, o acento continua a ser usado em palavras estrangeiras e seus derivados: Müller e Bündchen são exemplos.
ACENTO AGUDO
O acento agudo não será mais usado nos ditongos abertos ei e oi de paroxítonas (que têm acento tônico na penúltima sílaba). Palavras como idéia, assembléia e jibóia perdem o acento agudo. As oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis continuam a ser acentuadas: chapéu(s), papéis, herói(s), troféu(s).
Palavras paroxítonas com i e u tônicos perdem o acento quando vierem depois de ditongo. Por exemplo, feiúra, baiúca, bocaiúva ficam feiura, baiuca, bocaiuva. No entanto, o acento permanece se a palavra for oxítona e, o, i ou o u estiverem no final ou seguidos de s. Exemplos são Piauí, tuiuiú, tuiuiús.
Formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com u tônico precedido de g ou q e seguido de e ou i também perdem o acento agudo. Verbos como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u) ir) mudam e passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem.
ACENTO CIRCUNFLEXO
O acento circunflexo não será mais usado nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e derivados. Por exemplo: ‘eles crêem’, ‘que eles dêem’, ‘todos lêem’, ‘as meninas vêem’ passam a ser escritos desta forma: ‘eles creem’, ‘que eles deem’, ‘todos leem’ e ‘as meninas veem’. Palavras terminadas em hiato (oo) também vão sofrer mudanças: enjôo, vôo e magôo ficam enjoo, voo e magoo. No entanto, permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter, vir e derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir, etc). Exemplos: ele tem dois carros/eles têm dois carros; ele vem de Sorocaba/eles vêm de Sorocaba.
ACENTO DIFERENCIAL
Os acentos agudo e circunflexo não serão mais usados para diferenciar as seguintes palavras:
1) pára (flexão do verbo parar) de para (preposição);
2) péla (flexão do verbo pelar) de pela (combinação da preposição com o artigo);
3) pólo (substantivo) de polo (combinação antiga e popular de ‘por’ e ‘lo’);
4) pélo (flexão do verbo pelar), pêlo (substantivo) e pelo (combinação da preposição com o artigo;
5) pêra (substantivo – fruta), péra (substantivo arcaico – pedra) e pera (preposição arcaica).
O acento circunflexo permanece para diferenciar pôde (passado do verbo poder) de pode (presente do verbo poder). Permanece também o acento para diferenciar pôr (verbo) de por (preposição). O uso do circunflexo para diferenciar as palavras forma (formato) e fôrma (de fazer bolo) é facultativo.
HIFEN
Depois de prefixo, quando a segunda palavra começar com s ou r, as consoantes devem ser duplicadas. Exemplos: antirreligioso, antissemita, contrarregra. No entanto, o hífen será mantido quando os prefixos terminarem com r, como hiper-, inter- e super-. Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.
Não usa-se o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar com uma vogal diferente. Exemplos: extraescolar, aeroespacial, autoestrada.
Sempre usa-se o hífen diante de h. Observe os exemplos: anti-higiênico, super-homem.
Prefixo terminado em vogal:
1) não usa-se hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
2) Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
3) Não usa-se também diante de r e s, e dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
4) Usa-se hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
Prefixo terminado em consoante:
1) usa-se o hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
2) Não usa-se hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
3) Não usa-se também diante de vogal: interestadual, superinteressante.
Com o prefixo sub, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano. O prefixo co une-se em geral com a segunda palavra, mesmo quando esta se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar.
Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-presidente, vice-rei, vice-almirante. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, sempre usa-se o hífen: ex- aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
PRONÚNCIA DE VERBOS
Há variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos: verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. No verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
Se os verbos forem pronunciados com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam, enxague, enxagues, enxaguem. verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem, delinqua, delinquas, delinquam. Obs: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, com a e i tônicos.


Acho que todos temos que estudar e aprender essa novas regras, porém tenho duas dicas para quem ainda não está por dentro das regras e precisa "quebrar o galho" com a nova ortografia (você escreve com as regras antigas e os sites colocam nas novas regras):

Ortografa
Ortografia Nova




Abaixo segue um vídeo de humor sobre nossos antigos erros de pleonasmo:


30 novembro 2009

Maneira divertida de proteger seus livros!

Navegando por aí, achei umas capas para proteger livros bem interessantes.
A idéia é boa e pode ser adaptada!
Imaginem fazer desenhos coloridos e de diversos estilos???

Fica aí a dica!



29 novembro 2009

Magia da leitura!

Encontrei uma animação com livros no youtube.
Ela é em inglês, porém quem não domina o idioma (como eu) não precisa deixar de assistir.
A animação é show e vale ver!


28 novembro 2009

Novo livro de Saramago!



O novo livro de Saramago foi lançado a pouco tempo e já gerou muitas polêmicas e é claro que a igreja já se pronunciou. Retirei do site "último segundo" uma reportagem sobre o livro "Caim".

Segue abaixo a reportagem:

Igreja critica novo livro de José Saramago

VATICANO – "Caim", livro mais recente do português José Saramago, gerou polêmica ao chegar às livrarias nesta segunda-feira, depois que o episcopado lusitano afirmou que se trata de uma mera "operação publicitária" do Prêmio Nobel de Literatura de 1998.

O livro, que narra em tom irônico a história bíblica de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel, foi apresentado no domingo em Penafiel pelo autor.

"A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana", declarou Saramago. "Sem a Bíblia, um livro que teve muita influência em nossa cultura e até em nossa maneira de ser, os seres humanos seriam provavelmente melhores", completou.

O romancista denunciou "um Deus cruel, invejoso e insuportável, que existe apenas em nossas mentes", e afirmou que sua obra não causará problemas com a Igreja Católica "porque os católicos não lêem a Bíblia". "Admito que o livro pode irritar os judeus, mas pouco me importa".

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Marujão, chamou o livro de "operação publicitária". "Um escritor da dimensão de José Saramago deveria tomar um caminho mais sério. Pode fazer críticas, mas entrar em um gênero de ofensas não fica bem a ninguém, e muito menos a um Prêmio Nobel", afirmou.

O rabino Elieze du Martino, representante da comunidade judaica de Lisboa, afirmou que "o mundou judeu não vai se escandalizar com os escritos de Saramago nem de ninguém". "Saramago desconhece a Bíblia e sua exegese. Faz leituras superficiais da Bíblia", disse.

Saramago provocou revolta em 1992 com "Evangelho segundo Jesus Cristo", no qual mostra um Jesus que perdeu sua virgindade com Maria Madalena e que era utilizado por Deus para ampliar seu poder no mundo. O escritor se mudou pouco depois de Portugal e foi morar em Lanzarote, no arquipélago espanhol das Canárias.


Texto retirado de Último Segundo


Poisé...quanto mais conheço as obras de Saramago, mais admiro esse grande escritor portuga!

27 novembro 2009



Não sou grande fã de literatura. Desde que entrei na faculdade de Letras tive muito mais simpatia e facilidade com a linguística.
Porém, não posso negar que depois de ler "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis, entrei para o time que ama a obra desse autor.
Ao receber a revista Literatura Conhecimento Prático, fiquei bem satisfeita com a capa, que foi dedica às obras de Machado de Assis. A revista Língua também o trouxe na capa. Sendo assim, aproveito para indicar aqui a leitura da reportagem que saiu na revista Língua.


Tentei linkar o site mas não consegui. Eles também não permitem a cópia dos textos, mas é só colocar no google "Revista Língua" editora Segmento e pronto! É só ler!

Li e acho que vale muito a pena ler!

26 novembro 2009



Infelizmente o que vemos hoje é uma total e completa ignorância generalizada. O que mais importa são os bens materias, afinal, quem consegue ver a bagagem cultural de alguém apenas olhando? As "roupinhas" de marca estão aí, para todos verem...

Aproveito para postar o vídeo de uma música da Pitty que se chama "Só de passagem". Acredito que ela mostra bem o que eu penso...

25 novembro 2009

Texto

Esse texto, de Luis Fernando Veríssimo, estava em uma das provas da faculdade. Posto aqui porque gostei muito dele!





PNEU FURADO

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do

carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.

Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo

"Pode deixar". Ele trocaria o pneu.

- Você tem macaco? - perguntou o homem.

- Não - respondeu a moça.

- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?

- Não - disse a moça.

- Vamos usar o meu - disse o homem.

E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.

Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava

esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.

Dali a pouco chegou o dono do carro.

- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.

- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.

- Coisa estranha.

- É uma compulsão. Sei lá.

22 novembro 2009

Artigo científico

ESTRANGEIRISMO CULINÁRIO: UM NOVO GOSTO AO NOSSO VERNÁCULO.[1]

Maira Dorneles da Silveira[2]

Sara Regina Scotta Cabral[3]

RESUMO:

O setor culinário movimenta grande parte da renda dos brasileiros. Cardápios de restaurantes procuram agradar a todos os paladares, e sendo assim, pratos de vários países fazem parte dos menus, trazendo estrangeirismos para o nosso léxico. Esse trabalho contempla os estrangeirismos presentes em cardápios de 5 restaurantes, dos quais, na análise dos resultados, encontrou-se grande influência da Itália e dos Estados Unidos.

PALAVRAS-CHAVE: morfologia, estrangeirismo, culinária.

INTRODUÇÃO

É cada dia mais evidente a presença dos estrangeirismos no cotidiano dos brasileiros, sendo necessário o entendimento dos termos oriundos de outros países.

Esse trabalho tem por objetivo analisar a influência que uma língua estrangeira pode exercer sobre nosso vernáculo. A meta desta pesquisa foi estabelecida devido ao grande número de palavras estrangeiras encontradas nos cardápios de restaurantes.

Para isso serão analisados 5 cardápios de restaurantes do Brasil. Os estrangeirismos foram, inicialmente, identificados, analisados e, logo após, listados, tendo identificadas suas origens. Os resultados apontam para o predomínio de termos oriundos da Itália e dos Estados Unidos.

Esse trabalho apresenta, inicialmente, conceitos, generalizações e aplicações acerca de estrangeirismos.

Na parte de Resultados e discussão, os estrangeirismos retirados dos cardápios são listados e é apresentada sua origem. Na conclusão podem ser observadas algumas curiosidades acerca dos termos analisados, bem como considerações sobre a influência dos estrangeirismos na culinária e no vernáculo brasileiro.

1. REVISÃO DA LITERATURA

Os estudos lingüísticos tiveram início em culturas e épocas e distintas.

Para Flôres (2004, p. 13), “é inútil tentar integrar todas as abordagens num espaço-tempo único, como se o contexto histórico-social não influísse, ou relacioná-las artificialmente, pois elas não têm por que entrar em relação, a não ser forçadamente”. Cada cultura fez a sua maneira, e esses estudos prosseguem, em paralelo, até os dias de hoje.

Especificamente na morfologia, duas culturas são consideradas as mais importantes: a oriental e a ocidental. A tradição ocidental teve por base o conhecimento filosófico e científico moldado por gregos e romanos. O conhecimento da morfologia na Grécia evoluiu da necessidade de criar um vocabulário técnico e conceitual. Essa cultura deixou como herança a palavra como unidade de estudo.

No Oriente, a busca de manutenção da tradição religiosa, na Índia antiga, foi a razão que incentivou os estudiosos a voltarem suas atenções para a pronúncia correta dos textos religiosos. Eles centravam-se na investigação da fonética articulatória, descrevendo as palavras a partir da identificação de combinações de segmentos fonológicos constantes.

De acordo com Flôres (2004, p. 14), “o fato é que, qualquer que seja a unidade considerada – palavras ou morfema -, uma não exclui a outra, antes a pressupõe, sem contudo com ela se identificar”.

Existindo a necessidade de escolha entre as duas, a palavra contempla o estudo dos verbos e os morfemas a análise sintagmática.

Dentro do processo de formação de palavras encontramos a perspectiva estruturalista e a funcionalista.

Para os estruturalistas os processos de formação de palavras são divididos em derivação (prefixal, sufixal, prefixal e sufixal, parassintética, imprópria e regressiva), composição (por justaposição e por aglutinação) e outros (sigla, redução, estrangeirismo, hibridismo e onomatopéia).

Já para os funcionalistas, os processos são divididos em derivação (prefixal, sufixal, parassintética, conversão e delocutiva), composição (com determinante e determinado, com determinado e determinante, coordenativa, sintagmática e sigla), outros processos (reduplicação, onomatopéia e extensão de sentido), importação de palavras, abreviação, neologismos e cruzamento vocabular.

Este trabalho contempla, através da visão funcionalista, o empréstimo de palavras (estrangeirismos) que, de acordo com o dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, significa: “influência forte da cultura, dos costumes etc. de determinada nação sobre outra ou sobre uma parcela significativa dos indivíduos desta” e lingüisticamente: “palavra ou expressão estrangeira num texto em vernáculo, tomada como tal e não incorporada ao léxico da língua receptora; peregrinismo, xenismo”

Ainda determinando o que são estrangeirismos, Ribeiro (s.d, p. 6) define como “os vocábulos que ainda não fazem parte do acervo lexical do idioma, é sentido como externo ao vernáculo dessa língua.”.

Os termos estrangeiros ainda geram estranhamento e muita polêmica acerca do seu uso, como comenta Santos (2008, p. 2), “para muitos, trata-se da defesa de um patrimônio nacional: esses estrangeirismos seriam sinais de empobrecimento e deturpação da língua, um fator de distanciamento da fala e da escrita padrão que seria preciso preservar em sua suposta pureza”. Em contraponto, muitos lingüistas “teorizam sobre o dinamismo da língua e sobre a contínua necessidade de transbordamento entre os diferentes sistemas lingüísticos.” (SANTOS, 2008, p. 2).

Todo estrangeirismo, num primeiro contato, é sentido como estranho ao vernáculo, porém de tanto usados no nosso dia a dia, muitos acabam tornando-se familiares e até mesmo sendo mais usados que as palavras em português.

2. METODOLOGIA

A presente pesquisa, de cunho qualiquantitativo, consistiu em um levantamento e uma análise de estrangeirismos presentes em cadápios de restaurantes.

Primeiramente, fizemos uma pesquisa no site de imagens do google, procurando imagens de cardápios de restaurantes do Brasil. Em seguida identificamos os estrangeirismos presentes nos mesmos.

Os termos foram analisados, sendo classificados e listados de acordo com suas origens.

Por fim, foram apresentadas algumas considerações acerca da presença de palavras estrangeiras no nosso dia a dia.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Esse trabalho ganha importância, uma vez que vivemos em uma sociedade globalizada, na qual culturas e línguas constantemente se misturam. Buscamos auxiliar no entendimento de palavras e expressões oriundas de outros países utilizadas em cardápios de restaurantes do Brasil. Através de uma pesquisa que analisou 5 cardápios, podemos notar a grande influência das culturas estrangeiras na nossa gastronomia e, consequentemente, no nosso vernáculo.

Abaixo serão listados os estrangeirismos encontrados, bem como sua origem.

Anexo A

Penne = italiano.

Talharim = italiano.

Espaguete = italiano.

Fuzilli = italiano.

Rosê = francês.

Bolonhesa = italiano.

Mussarela = italiano.

Catupiry = tupi-guarani.

Alcaparra = árabe.

Bacon = inglês.

Brócolis = italiano.

Champignon = francês.

Rúcula = italiano.

Orégano = grego.

Anexo B

Sanduíches = inglês.

Hambúrguer = alemão.

Omelete = francês.

Filé mignon = francês.

Talharim = italiano.

Nhoque = italiano.

Brócolis = italiano.

Anexo C

Hambúrguer = alemão.

Cheeseburger = inglês.

Cheesebacon = inglês.

Kid Cheddar = inglês.

Hot dog = inglês.

Hot cheese dog = inglês.

Big kid = inglês.

The kid = inglês.

Kid chicken = inglês.

Blizzard = inglês.

Milk shake = inglês.

Split splash = inglês.

Big simples = inglês.

Mini simples = inglês.

Love kid = inglês.

Bulldog = inglês.

Swing = inglês.

Strogonov = russo.

Let it be = inglês.

Salad = francês.

Carpaccio = italiano.

Cannelloni = italiano.

Ricotta = italiano.

Raviolli = italiano.

Tortelloni = italiano.

Light = inglês.

Anexo D

Hortelã = latim.

Parmesão = italiano.

Crouton = alemão.

Chucrute = francês.

Licor = latim.

Espaguete = italiano.

Rúcula = italiano.

Ricota = italiano.

Carpaccio = italiano.

Anexo E

Paella = espanhol.

Curry = inglês.

Hambúrguer = alemão.

Cheeseburguer = inglês.

Espaguete = italiano.

Penne = italiano.

Musarela = italiano.

Pizza = italiano.

Ao analisar os termos destacados, percebe-se que grande influência culinária vem da Itália e dos Estados Unidos. Os termos italianos são, geralmente, pratos como pizzas e massas, sendo os americanos, em sua grande maioria, “fast-foods”. Alguns termos alemães e franceses também podem ser notados, porém em menor número.

CONCLUSÃO

Este trabalho teve por objetivo buscar maior compreensão acerca de termos estrangeiros utilizados nos cardápios de restaurantes brasileiros e identificar de onde vem a maior influência para a nossa culinária. Observou-se, na análise dos termos encontrados, a grande presença de nomes de comidas estrangeiras. Isso pode ser justificado pela grande influência culinária vinda, principalmente, das massas da Itália e dos lanches rápidos dos Estados Unidos.

A utilização dos estrangeirismos nos cardápios é algo corriqueiro e torna-se complicado, hoje em dia, achar um cardápio totalmente em língua portuguesa. Sabe-se que algumas palavras sequer têm traduções em português para substituí-las.

Quando importamos a culinária de países, cujos falantes são de outros idiomas, certamente estamos importando também palavras para o nosso vernáculo.

REFERÊNCIAS

COUTINHO, Ismael de Lima. Pontos de Gramática Hitórica. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1976.

FLÔRES, Onici. O peso das palavras: estudo morfológico funcionalista. Canoas: Ed. ULBRA, 2004.

HOUAISS. Dicionário eletrônico da língua portuguesa.

MICHAELIS, Moderno Dicionário Inglês. Disponível em: Acesso em: set. 2008.

RIBEIRO, Hilda Morais do Paraizo. A língua em constante evolução. Disponível em <http://www.feati.com.br/revista/artigos/marta/a_lingua.pdf> Acesso em: ago. 2008.

SANTOS, Olivia Niemeyer. X-burger em outdoor: uma questão de fronteiras. Disponível em: <http://sare.unianhanguera.edu.br/index.php/rtcom/article/view/147/146> Acesso em: nov. 2008.



[1] Trabalho apresentado na disciplina de Morfologia funcional – 2008/2.

[2] Acadêmica do curso de Letras da Universidade Luterana do Brasil Campus Cachoeira do Sul.

[3] Professora Dra. do curso de Letras da Universidade Luterana do Brasil Campus Cachoeira do Sul.