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Maira Dorneles da Silveira[2]
Sara Regina Scotta Cabral[3]
RESUMO:
O setor culinário movimenta grande parte da renda dos brasileiros. Cardápios de restaurantes procuram agradar a todos os paladares, e sendo assim, pratos de vários países fazem parte dos menus, trazendo estrangeirismos para o nosso léxico. Esse trabalho contempla os estrangeirismos presentes em cardápios de 5 restaurantes, dos quais, na análise dos resultados, encontrou-se grande influência da Itália e dos Estados Unidos.
PALAVRAS-CHAVE: morfologia, estrangeirismo, culinária.
INTRODUÇÃO
É cada dia mais evidente a presença dos estrangeirismos no cotidiano dos brasileiros, sendo necessário o entendimento dos termos oriundos de outros países.
Esse trabalho tem por objetivo analisar a influência que uma língua estrangeira pode exercer sobre nosso vernáculo. A
Esse trabalho apresenta, inicialmente, conceitos, generalizações e aplicações acerca de estrangeirismos.
Na
1. REVISÃO DA LITERATURA
Os estudos lingüísticos tiveram início em culturas e épocas e distintas.
Para Flôres (2004, p. 13), “é inútil tentar integrar todas as abordagens num espaço-tempo único, como se o contexto histórico-social não influísse, ou relacioná-las artificialmente, pois elas não têm por que entrar em relação, a não ser forçadamente”. Cada cultura fez a sua maneira, e esses estudos prosseguem, em paralelo, até os dias de hoje.
Especificamente na morfologia, duas culturas são consideradas as mais importantes: a oriental e a ocidental. A tradição ocidental teve por base o conhecimento filosófico e científico moldado por gregos e romanos. O conhecimento da morfologia na Grécia evoluiu da necessidade de criar um vocabulário técnico e conceitual. Essa cultura deixou como herança a palavra como unidade de estudo.
No Oriente, a busca de manutenção da tradição religiosa, na Índia antiga, foi a razão que incentivou os estudiosos a voltarem suas atenções para a pronúncia correta dos textos religiosos. Eles centravam-se na investigação da fonética articulatória, descrevendo as palavras a partir da identificação de combinações de segmentos fonológicos constantes.
De acordo com Flôres (2004, p. 14), “o fato é que, qualquer que seja a unidade considerada – palavras ou morfema -, uma não exclui a outra, antes a pressupõe, sem contudo com ela se identificar”.
Existindo a necessidade de escolha entre as duas, a palavra contempla o estudo dos verbos e os morfemas a análise sintagmática.
Dentro do processo de formação de palavras encontramos a perspectiva estruturalista e a funcionalista.
Para os estruturalistas os processos de formação de palavras são divididos em derivação (prefixal, sufixal, prefixal e sufixal, parassintética, imprópria e regressiva), composição (por justaposição e por aglutinação) e outros (sigla, redução, estrangeirismo, hibridismo e onomatopéia).
Já para os funcionalistas, os processos são divididos em derivação (prefixal, sufixal, parassintética, conversão e delocutiva), composição (com determinante e determinado, com determinado e determinante, coordenativa, sintagmática e sigla), outros processos (reduplicação, onomatopéia e extensão de sentido), importação de palavras, abreviação, neologismos e cruzamento vocabular.
Ainda determinando o que são estrangeirismos, Ribeiro (s.d, p. 6) define como “os vocábulos que ainda não fazem parte do acervo lexical do idioma, é sentido como externo ao vernáculo dessa língua.”.
Os termos estrangeiros ainda geram estranhamento e muita polêmica acerca do seu uso, como comenta Santos (2008, p. 2), “para muitos, trata-se da defesa de um patrimônio nacional: esses estrangeirismos seriam sinais de empobrecimento e deturpação da língua, um fator de distanciamento da fala e da escrita padrão que seria preciso preservar em sua suposta pureza”. Em contraponto, muitos lingüistas “teorizam sobre o dinamismo da língua e sobre a contínua necessidade de transbordamento entre os diferentes sistemas lingüísticos.” (SANTOS, 2008, p. 2).
Todo estrangeirismo, num primeiro contato, é sentido como estranho ao vernáculo, porém de tanto usados no nosso dia a dia, muitos acabam tornando-se familiares e até mesmo sendo mais usados que as palavras em português.
2. METODOLOGIA
A
Os termos foram analisados, sendo
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Abaixo serão listados os estrangeirismos encontrados, bem como sua origem.
Penne = italiano.
Talharim = italiano.
Espaguete = italiano.
Fuzilli = italiano.
Rosê = francês.
Bolonhesa = italiano.
Mussarela = italiano.
Catupiry = tupi-guarani.
Alcaparra = árabe.
Bacon = inglês.
Brócolis = italiano.
Champignon = francês.
Rúcula = italiano.
Orégano = grego.
Sanduíches = inglês.
Hambúrguer = alemão.
Omelete = francês.
Talharim = italiano.
Nhoque = italiano.
Brócolis = italiano.
Anexo C
Hambúrguer = alemão.
Cheeseburger = inglês.
Cheesebacon = inglês.
Kid Cheddar = inglês.
Hot dog = inglês.
Hot cheese dog = inglês.
Big kid = inglês.
The kid = inglês.
Kid chicken = inglês.
Blizzard = inglês.
Milk shake = inglês.
Split splash = inglês.
Big simples = inglês.
Mini simples = inglês.
Love kid = inglês.
Bulldog = inglês.
Swing = inglês.
Strogonov = russo.
Let it be = inglês.
Salad = francês.
Carpaccio = italiano.
Cannelloni = italiano.
Ricotta = italiano.
Raviolli = italiano.
Tortelloni = italiano.
Light = inglês.
Anexo D
Hortelã = latim.
Parmesão = italiano.
Crouton = alemão.
Chucrute = francês.
Licor = latim.
Espaguete = italiano.
Rúcula = italiano.
Ricota = italiano.
Carpaccio = italiano.
Anexo E
Paella = espanhol.
Curry = inglês.
Hambúrguer = alemão.
Cheeseburguer = inglês.
Espaguete = italiano.
Penne = italiano.
Musarela = italiano.
Pizza = italiano.
Ao analisar os termos destacados, percebe-se que grande influência culinária vem da Itália e dos Estados Unidos. Os termos italianos são, geralmente, pratos como pizzas e massas, sendo os americanos, em sua grande maioria, “fast-foods”. Alguns termos alemães e franceses também podem ser notados, porém em menor número.
CONCLUSÃO
Este trabalho teve por objetivo buscar maior compreensão acerca de termos estrangeiros utilizados nos cardápios de restaurantes brasileiros e identificar de onde vem a maior influência para a nossa culinária. Observou-se, na análise dos termos encontrados, a grande presença de nomes de comidas estrangeiras. Isso pode ser justificado pela grande influência culinária vinda, principalmente, das massas da Itália e dos lanches rápidos dos Estados Unidos.
A utilização dos estrangeirismos nos cardápios é algo corriqueiro e torna-se complicado, hoje em dia, achar um cardápio totalmente em língua portuguesa. Sabe-se que algumas palavras sequer têm traduções em português para substituí-las.
Quando importamos a culinária de países, cujos falantes são de outros idiomas, certamente estamos importando também palavras para o nosso vernáculo.
REFERÊNCIAS
COUTINHO, Ismael de Lima. Pontos de Gramática Hitórica. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1976.
FLÔRES, Onici. O peso das palavras: estudo morfológico funcionalista. Canoas: Ed. ULBRA, 2004.
HOUAISS. Dicionário eletrônico da língua portuguesa.
MICHAELIS, Moderno Dicionário Inglês. Disponível em:
RIBEIRO, Hilda Morais do Paraizo. A língua em constante evolução. Disponível em <http://www.feati.com.br/revista/artigos/marta/a_lingua.pdf> Acesso em: ago. 2008.
SANTOS, Olivia Niemeyer. X-burger em outdoor: uma questão de fronteiras. Disponível em: <http://sare.unianhanguera.edu.br/index.php/rtcom/article/view/147/146> Acesso em: nov. 2008.